
Parque
Serra das Andorinhas
Serra das
Andorinhas
Criado em 1995, o Parque Estadual Serra das Andorinhas - Martírios (PESAM) protege uma das últimas faixas intactas da transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado no estado do Pará — um mosaico de ecossistemas de valor científico inestimável.
1.100m de altitude
Ponto mais alto do parque, com vista para o Rio Araguaia e a planície amazônica.

Rio Araguaia
Fronteira natural do parque a Oeste

+12.000 animais protegidos
Área total da unidade de conservação
Importância Ecológica
A Serra das Andorinhas funciona como um corredor ecológico vital, conectando a Floresta Amazônica ao Cerrado. Esta transição única abriga espécies de ambos os biomas, tornando a região um hotspot de biodiversidade com alto grau de endemismo.
Conservação
A unidade de conservação protege nascentes que abastecem o Rio Araguaia e mantém intactos ecossistemas que funcionam como sumidouros de carbono, contribuindo ativamente para o equilíbrio climático da região amazônica.
Patrimônio Cultural
Além de sua riqueza natural, a Serra das Andorinhas guarda sítios arqueológicos e pinturas rupestres que atestam a presença humana milenar na região, representando um patrimônio cultural de valor incalculável.

Floresta
Amazônica
Cobertura densa de dossel fechado, alta pluviosidade, solos ricos em matéria orgânica. Lar da onça-pintada, boto-cor-de-rosa e castanheiras centenárias.

Cerrado
Brasileiro
Savana tropical com árvores retorcidas de casca espessa, adaptadas ao fogo. Lar do lobo-guará, tamanduá-bandeira e do famoso pequizeiro.
Cachoeiras
Cachoeira Riacho Fundo
Cachoeira Piscinão do Honorato
Cachoeira do Poção

Cachoeira da Visagem
Cachoeira do Espelho

Cachoeira da Vargem Grande
As cachoeiras da Serra das Andorinhas são formadas por um sistema de nascentes que descem a serra em direção ao Rio Araguaia. Suas águas cristalinas, ricas em minerais, atraem visitantes do mundo inteiro em busca de banhos revigorantes e paisagens de tirar o fôlego.
Animais da Serra
Mais de 300 espécies catalogadas entre mamíferos, aves, répteis e peixes. Muitas delas endémicas ou ameaçadas de extinção.

Ara ararauna
Arara-canindé
Floresta Amazônica
Pouco Preocupante
Panthera onca
Onça-pintada
Cerrado / Amazônia
VulnerávelChrysocyon brachyurus
Lobo-guará
Cerrado
Quase ameaçado
Ramphastos toco
Tucano-toco

Hydrochoerus hydrochaeris
Capivara

Inia geoffrensis
Boto-cor-de-rosa

Myrmecophaga tridactyla
Tamanduá-bandeira
Espécies Ameaçadas
A Serra das Andorinhas abriga importantes populações de espécies vulneráveis como a onça-pintada e o lobo-guará, além de endemismos como o sagui-da-serra e diversas aves que ocorrem apenas nesta região de transição.
Monitoramento
Equipes de conservação realizam monitoramento constante da fauna local, utilizando armadilhas fotográficas e coletas de dados que têm revelado comportamentos inéditos de espécies como o boto-cor-de-rosa no Rio Araguaia.
Árvores da Serra
Espécies endémicas dos dois biomas convivem neste corredor ecológico, algumas com mais de mil anos de existência.

Handroanthus albus
Ipê-amarelo
Árvore símbolo do Brasil, exuberante floração amarela no cerrado.

Bertholletia excelsa
Castanheira
Gigante da Amazônia, pode viver mais de 1000 anos.

Mauritia flexuosa
Buritizeiro
Palmeira das veredas, fundamental para a fauna local.

Carapa guianensis
Andiroba
Árvore medicinal de alto valor, protegida na Serra das Andorinhas.

Caryocar brasiliense
Pequizeiro
Fruto ícone do cerrado, alimento e símbolo cultural regional.

Ceiba pentandra
Sumaúma
A 'Rainha da Floresta', pode ultrapassar 50 metros de altura.
A vegetação da Serra das Andorinhas é um verdadeiro livro vivo da evolução botânica brasileira. As castanheiras centenárias, os ipês que florescem em diferentes épocas e as palmeiras de buriti formam um mosaico de cores e formas que se transforma a cada estação do ano.
